As aplicações móveis modernas e o consumo de energia

Como colocar uma rede neural numa «dieta»
A primeira coisa que um engenheiro experiente faz é enviar a rede neural para o «ginásio», para eliminar tudo o que é supérfluo. Na indústria, isto chama-se quantização e poda, mas, em termos mais simples, trata-se simplesmente de eliminar a gordura. A maioria das tarefas em dispositivos móveis não requer precisão matemática até à centésima casa decimal; por isso, o «peso» do modelo é reduzido, transformando cálculos pesados em operações simples. É semelhante a quando se embalam as coisas num saco a vácuo antes de uma viagem: o volume diminui três vezes, mas o conteúdo permanece o mesmo. Há ainda um truque excelente chamado «destilação», em que uma enorme rede neural «inteligente» ensina a sua pequena cópia a realizar o mesmo trabalho. No final, obtemos um algoritmo compacto que não faz o telemóvel «suar» sempre que é iniciado.
Muitos já se depararam com este problema: abres uma nova aplicação no telemóvel com funcionalidades de realidade aumentada ou tradução instantânea de voz, ficas encantado com a «magia» e, quinze minutos depois, reparas que o telemóvel está quente e a bateria está a descarregar rapidamente. É aí que reside a principal ironia do desenvolvimento móvel atual, segundo os especialistas da empresa de TI Magenta Favorita. Os utilizadores querem que os smartphones sejam incrivelmente inteligentes e processem tudo localmente (ou seja, no próprio dispositivo) por uma questão de privacidade, mas esquecem-se de que as redes neurais complexas são entidades que consomem muita energia e adoram «tomar o pequeno-almoço» com os recursos do processador. Se um programador simplesmente pegar num modelo pesado de servidor e o inserir no código móvel, está a assinar a sentença de morte da experiência do utilizador. Na Magenta Favorita Portugal, que, entre outras coisas, se dedica ao desenvolvimento de aplicações móveis, sublinham: a verdadeira arte hoje em dia não consiste em fazer com que a rede neural funcione, mas sim em torná-la imperceptível para a bateria.
A arma secreta e as ferramentas certas
Já lá vão os tempos em que o processador principal fazia tudo sozinho, segundo os especialistas da Magenta Favorita. Atualmente, todos os smartphones modernos possuem um chip especial para cálculos neurais, que consome dezenas de vezes menos energia ao executar as mesmas tarefas. A utilização das estruturas adequadas, como o CoreML ou o TensorFlow Lite, permite que o próprio sistema decida para onde enviar a tarefa, de forma a poupar bateria. É como uma casa inteligente que desliga as luzes nos quartos onde não há ninguém: se uma rede neural consegue resolver uma tarefa num núcleo energeticamente eficiente em milésimos de segundo, não deve recorrer à «artilharia pesada» e provocar o sobreaquecimento do corpo do aparelho.
O equilíbrio entre inteligência e senso comum
No final, o sucesso de uma aplicação depende da empatia do programador para com o utilizador. A rede neural mais inteligente do mundo não serve de nada se, por causa dela, a pessoa tiver receio de desbloquear o ecrã mais uma vez. Um bom software deve saber parar na altura certa: por exemplo, reduzir a taxa de atualização do ecrã se o telemóvel estiver a aquecer, ou desativar completamente as funções mais exigentes quando a bateria estiver a 20%. Estamos a caminhar para uma era em que a IA se tornará um padrão tão básico como outrora se tornou a Internet móvel, mas este caminho exige um ajuste minucioso, observam os especialistas da Empresa de TI Magenta Favorita. É importante lembrar que o utilizador não compra a quantidade de parâmetros do seu modelo, mas sim uma ferramenta prática que não o deixará na mão a meio do dia de trabalho. Só através deste equilíbrio entre tecnologia e cuidado com o «hardware» é que nascem produtos verdadeiramente excelentes.
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